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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Mangás

A edição brasileira de Full Moon wo Sagashite.

por Carlírio Neto ( da Equipe KS )

"Um título bem trabalhado e de grande apreciação."

As edições brasileiras de Full Moon wo Sagashite.

No último mês de maio passou à ser vendido em terras brasileiras o mangá Full Moon wo Sagashite. Apesar do pequeno erro de capa ( onde "wo" é substituído por "o" ), o título é uma série shoujo ( estória direcionada para o público feminino ) que fez muito sucesso no Japão no início desta década, não apenas no mangá como também na versão animada.

Uma introdução à estória...

A estória central deste título gira em torno do sonho de uma garota chamada Koyama Mitsuki, que quer se tornar uma cantora. Porém, ela quer seguir tal caminho não para ter unicamente uma vida melhor, ou por apenas amar a arte do canto: ela quer, através da música, reencontrar com o jovem que ama. O nome deste rapaz é Sakurai Eichi e, a última vez em que a Mitsuki o viu, foi há anos atrás quando da despedida deste jovem, que estava seguindo para viver nos Estados Unidos.

Entretanto, a Mitsuki possui um grave problema em sua garganta ( abrangendo enfaticamente as suas cordas vocais ) e necessita operá-la. Se não operar, a Mitsuki poderá morrer e operando ela poderá sobreviver, porém sem ter mais a sua voz. Trata-se de uma decisão difícil e muito delicada esta...

Contrariando sua avó ( que odeia música por razões próprias ) e seu médico, a Mitsuki não deseja fazer a operação. Estranhamente, em um certo dia, a Mitsuki é visitada por dois shinigamis ( anjos da morte ), que possuem a missão de levar a alma da jovem embora, sendo eles a Meroko e o Takuto.

Takuto resolve atender o desejo de Mitsuki em se tornar cantora, concedendo-lhe uma chance para tanto através de sua magia. À partir deste ponto, uma série de aventuras aguarda por estes três personagens, que se verão em várias situações cômicas, dramáticas e até emocionalmente apelativas.

Um belo traço

O mangá possui um traço sumariamente delicado e bem feito. A autora do título, Arina Tanemura, mostra em Full Moon wo Sagashite várias características visuais comuns nos mangás shoujo. Porém, e como se faz esperar, Arina usou e abusou de sua criatividade neste trabalho.

O traçado transmite à risca uma idéia para quem estiver lendo o mangá: a suavidade presente que identifica todo o sentimentalismo presente no universo feminino, desde os carismáticos sorrisos até as expressões faciais mais tristes.

Como não poderia deixar de se salientar, as expressões presentes no mangá são um dos pontos fortes do mesmo. Um verdadeiro deleite para quem gosta de ver miniaturas dos personagens em momentos chave ( como uma dúvida ou constrangimento ).

No que se refere aos cenários, tudo está dentro de uma normalidade já esperada. Mas são igualmente caprichados.

O nível da tradução

Obviamente, a pessoa que está escrevendo este texto não é um expert no ramo. Contudo, com a pequena coleção de mangás adquirida desde 2001 ( entre títulos shoujo e shonen ), pode-se enfatizar que o nível da tradução está de acordo com o esperado. Em outras palavras, não há erros gritantes ( entenda-se por: grotescos, imperdoáveis, apelativos ) nas palavras presentes na edição brasileira de Full Moon wo Sagashite. A maior exceção está, com certeza, na capa do mangá ( onde a referência ao mesmo já foi feita anteriormente ).

Nestes três primeiros volumes, pode-se notar que o trabalho está dentro de um ótimo nível de leitura. É bem importante salientar isto, pois algumas edições nacionais de mangá tem recebido severas críticas de seus leitores quanto aos níveis de tradução e de experiência de leitura. Contudo, Full Moon wo Sagashite tem se saído muito bem neste aspecto em seus três volumes iniciais.

A tendência que se faz é de, para as próximas edições, tal nível de tradução e de experiência de leitura continuarem em alta.

Diferenças!?

É muito comum que os mangás possuam divergências em suas estórias, quando se faz uma comparação direta com as suas versões animadas. Neste aspecto, pode-se assegurar que Full Moon wo Sagashite não é uma exceção.

Há diferenças pequenas, porém bem importantes em partes da estória de Full Moon wo Sagashite entre as suas versões mangá e anime. Não citando o fator passagem de tempo ( que é notório e usual ), alguns eventos-chave possuem leves diferenças neste título. Por si, a versão animada possui alguns momentos de puro filler mas que, incrivelmente, não atrapalham demasiadamente no entendimento da série.

O mangá, até o seu terceiro volume, tem apresentado uma boa constância em sua estória e no desenvolvimento da mesma.

O que esperar!?

À bem da verdade, Full Moon wo Sagashite tem se saído muito bem em terras brasileiras. O nível de qualidade, até o presente momento, tem sido ótimo ( em todas as características da publicação ).

É bem verdade que a questão do preço de capa tem sido sinônimo de frustração para vários fãs de mangás. Contudo, se pensar que até meados do ano 2000 ver mangás sendo publicados no Brasil não passava de um mero "sonho distante", o que se nota hoje em dia é algo que vale atenção.

Contudo, em se tratando apenas de Full Moon wo Sagashite, já há uma certa ansiedade pelo quarto volume. Ao menos, este humilde blogueiro está ansioso...

E você!? Também está acompanhando o mangá!?
O que tem achado de Full Moon wo Sagashite!?
Deixe aqui a sua opinião.


*****

Luluzinha Teen: também em mangá(?).

por Thiago3T (da Equipe KS)



Quando saiu a notícia de Luluzinha Teen, muitos lembraram de Turma da Mônica Jovem. A comparação com é inevitável. Ambos marcaram gerações, e queriam ver a turma crescida. Outra é o formato em que estão sendo publicados: estilo mangá.

Encontrei Luluzinha Teen numa banca sem querer (não tinha anotado quando ia lançar) e resolvi comprar, por curiosidade. Vendo as primeiras páginas, nota-se o traço adulto. As partes de luta e grande movimentação ficaram bem desenhadas. Não é como de um mangá japonês, mas Lulu Teen consegue expressar bem essa partes. Também as expressões estão muito boas. Destaque para as de Lulu, Glorinha e Alvinho.

Outro ponto é que os personagens foram bem apresentados por Lulu. Acredito que eles não sejam tão conhecidos por aqui quanto Monica, por não serem uma criação original brasileira, por isso foi dada a atenção devida. E para facilitar, mostram fotos deles de quando crianças, para a associação se mais fácil.

Nessa primeira temporada, serão 4 edições, ou episódios. Lulu apresenta toda a turma e o a cidade Liberta, onde vivem. A turma é apresentada a outro colégio, que faz projetos sociais. A primeira relação entre os alunos dos dois colégios não é amistosa, o que causa uma grande confusão. Logo após o colégio de Lulu sofre um atentado, e ela vai tentar descobrir quem são os culpados.

Ao mesmo tempo acontence outras tramas paralelas, como a banda do Bolinha em busca do estrelato, Aninha em seu novo jogo de pc, a competição de surfe de Alvinho, e as idas de Glorinha ao shopping.


As três edições lançadas até o momento.

O que me chamou a atenção é justamente de como essas histórias menores acontecem, de forma rápida (normalmente duas páginas entre cada uma), e se relacionam com a trama principal. E isso faz os personagens sejam bem aproveitados no geral.

Uma coisa prejudicial em adotar o formato de um história divida em partes é de ela ser "lenta", ficar se arrastando. Mas o não é o que acontece aqui. Como disse, as tramas fluem bem, sendo que somos apresentados a fatos novos aos poucos. E sempre deixa um climáx no final. E dessa parte os quadrinhos serem coloridos ajuda a reforçar, um bônus.

Confesso que [spoiler]adorei a cena em que Glorinha vê Leon e Lulu se beijando, e a sua reação (choro, lógico), enquanto continua a confusão dos animais soltos na festa anso 50. É bem hollywood, mas ficou muito bom. Outra é o 3º capítulo em si, de Lulu tendo lidar com suas amizades e continuar a investação. E ela consegue descobrir o vilão por trás de tudo. Fiquei curioso de como Lulu irá salvar os seus amigos e evitar que a cidade não exploda, em menos de 24 horas. Só espero que ela não banque o Magaiver ou Jack Bauer. Detetive faz mais a fama dela.[/spoiler]

Muitos devem ter reclamado da desvirtuação de certas caratcerísticas dos personagens (Bolinha magro), em ser mais revista de moda jovem (Glória Kalil, que faz alguns quadro de moda e etiqueta da Globo, coordena como consultora de estilo). Ou de estarem apenas aproveitando do sucesso de Turma da Mônica Jovem. Mas Luluzinha Teen consegue ter sua própria identidade.

A edição 4 sai em setembro. Para conferir mais: http://www.luluteen.com.br/luluteen/

*****


Foi divulgada a lista de vencedore do 21º Troféu HQ Mix, considerado o “Oscar” dos quadrinhos e humor gráfico no Brasil. Para conferir o 44 premiados, CLIQUE AQUI. A entrega acontecerá dia 24 de agosto.


Depois de 4 anos, e 13 volumes lançados, Desert Punk (Sunabouzu), de Masatoshi Usune, será novamente publicado no Japão. O anime foi transmitido pela MTV Brasil em um curto período.

Kanta Mizuno.

Seguindo a moda em transformar tudo com traço oriental, Michael Jackson também terá sua versão olhos puxados. A iniciativa é de Fabio Shin, fã do cantor falecido, que contará toda a trajetória do Rei do Pop. O lançamento será ano que vem.

Homenagem ao Rei do Pop.


Para conferir uma entrevista de Fabio Shin sobre o projeto, CLIQUE AQUI.


Outro personagem famoso que terá uma publicação, mostrando "crescido" é Chico Bento. "Turma do Chico Bento Jovem" será lançado, aproveitando o sucesso de Mônica e cia. Mas essa versão NÃO será em mangá.

Novas aveuntras (e namoricos) na roça.

A revista Neo Tokyo está apostando no formato que consegrou as revistas japonesas: publicará mangás em suas edições. E o primeiro título é Zucker, do Studio Seasons. A história é sobre a garota Dora Zuckerman, que herda a confeitaria de sua avó, Greta. E ela irá descobrir que existem segredos no local. Serão 11 capítulos, tendo três páginas cada. O site oficial: www.studio.seasons.nom.br/zucker

"Zucker" na Neo Tokyo

A Editora Savana é a mais nova editora brasileira a entrar na publicação de mangás e manhwas. Seus primeiros títulos são Aflame Inferno, Unordinary Life, Tokyo Toy Box e Jack Frost.


Here comes a new challenger...

A Editora Record também lançará um mangá. Avalon High é uma adaptação do livro de Meg Cabot (conhecida por O Diário da Princesa). A história é sobre Ellie, que tem um namorado que acha que é a reencarnação do Rei Arthur.


E dentre tantas uma novidades, uma perda. O mangá de Kingdom Hearts não será mais lançado aqui. A Abril confirmou o cancelamento, alegando que houve restrições da Square Enix, detendora dos direitos da franquia.

Nada de Kingdom Hearts....

Outro boato que surgiu foi a vinda de Soul Eater e Katekyo Hitman Reborn pela Panini. A editora desmentiu, para infelicidade dos fãs. As versões animes tem tido boa aceitação do público aqui.


... nem esses.
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