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sábado, 4 de abril de 2009

Tokusatsu for dummies

por Alberto DeCyber (Equipe KS)

Sim senhor! os super-heróis japoneses estão de volta ao Kotatsu!

Os seriados dos super-heróis japoneses que remontam a boas lembranças daqueles que viveram na época da saudosa rede manchete... Porém, com a saturação das séries na televisão, o gênero veio abaixo no Brasil. Desde a indignação dos mais "exaltados" com a exibição de Power Rangers na Globo e a tímida passada de Ultraman Tiga nas épocas pós-Manchete, os fãs se vêem cada vez mais esperançosos com a vinda de Cybercops Project, a remasterização oficial de Jaspiom e, mais recentemente, com o anúncio de Madan Senki Ryukendo pela RedeTV.

Se você leu este trecho e tá achando que , não se desespere... A matéria especial de tokusatsu deste mes será uma iniciação a todos aqueles que gostariam de entender um pouco mais do gênero de atuação livre nipônico. Ou, pelo menos, pra não se manterem na ignorância. Mas seja lá como for...

..."Tokusatsu pra idiotas"?


De fato, "Tokusatsu for dummies" significa "tokusatsu para idiotas" numa tradução informal. Mas não no sentido perjorativo da coisa...

O termo aqui é baseado na extensa (e bote extensa nisso!) série de livros for dummies (as edições nacionais traduzem o termo "for dumies" para "para leigos", o que não é errôneo, de fato), mostrando guias não-intimidadores a respeito de diversos assuntos para novatos de uma determinada área do conhecimento. Logo, não se trata realmente de um "livro pra idiotas"...

... "idiota" seria aquele que deixaria passar a chance de aprender mais!
(E sim, esta é a capa de um livro de verdade, disponível a venda e tudo mais...)

Feitas as ressalvas, vamos ao aprendizado...

No geral... O que é "tokusatsu"?

Digamos que não dava pra começar sem tal pergunta primordial...

O termo Tokusatsu (特撮) significa, literalmente, "efeitos especiais". O termo é criado pelas palavras da expressão tokushu satsuei (影), "fotografia especial". O termo em si é primariamente usado para designar filmes e seriados televisivos executados por atores (o que é comumente chamado de "live-action") nos quais eles representam super-heróis. Tais seriados fazem uso considerável de efeitos especiais durante sua execução. Porém, de uns tempos para cá, mesmo seriados que não se valem desses efeitos (como os doramas) e conversões de animes em versões live-action também são considerados, ou ao menos relacionados, como tokusatsu num ponto mais geral.

A origem das séries de efeitos especiais remonta aos tempos do teatro japonês antigo. Especificamente, remonta ao teatro Kabuki e ao Bunraku. O primeiro, que se trata de um teatro executado com dança, é caracterizado não apenas pelas roupas elaboradas, mas pelas cenas de combate. Inclusive, um representante conhecido do kabuki é o personagem Kyoshiro Senryo (Sim, aquele com aquela roupa e peruca enormes e que dá saltos de um pé só pra se mover pelo cenário) dos jogos de Samurai Showdown/Spirits.

Já o Bunraku é um teatro tradicional de bonecos fundada na região de Osaka. A relação entre esta arte tradicional e os seriados de efeitos é a ocorrência de ventriloquismo, principalmente para mover as criaturas, ou partes de seus corpos (como tentáculos e pescoços) e unidades aéreas comumente vistos nos filmes de monstros gigantes.

Apesar disso, o "tokusatsu moderno", tal como presenciamos hoje, começou a tomar forma na década de 1950, com o surgimento do lagarto mais conhecido de todos os tempos, Godzilla. Não só o lagarto aditivado por radiação mais conhecido (e, por que não, amado) da Terra alavancou o gênero de monstros gigantes como também mudou a visão dos filmes de "criaturas gigantes", outrora dominada pelo cinema norte-americano com o filme de King-Kong...

Os pioneiros

Da esquerda pra direita, os posters dos filmes de Godzilla, Super Giant e Moonlight Mask.

Embora o surgimento de Godzilla em 1954 tenha sido um grande marco na história do Tokusatsu, foi Super Giant, o primeiro super-herói exibido nos cinemas em 1957 (E que, apesar do nome, não era um gigante), que garantiu a maior popularidade dos super heróis em relação aos monstros gigantes.

À título de curiosidade, Super Giant não foi o primeiro super-herói moderno japonês, e sim Ogon Bat (Morcego Dourado), também conhecido como Phantoma, que embora possua versões animada (conhecida aqui no Brasil como Fantomas) e em live-action, apareceu pela primeira vez em 1930, através do kamishibai, uma espécie de história contada através de uma seqüência de pinturas.

No ano seguinte, aparece o primeiro super-herói a ser exibido na televisão, Gekko Kamen (Máscara do Luar). A resposta japonesa contra Batman foi um grande sucesso na época entre as crianças, também a época em que a televisão estava em ascensão no Japão. Tal como o Cavaleiro das Trevas, Gekko Kamen (que também não tinha poderes especiais) combatia o crime com uma vestimenta que ocultava todas as suas feições, usando tipos variados de armamentos e uma moticicleta. O mistério de quem poderia ser o combatente era tal que até mesmo o ator creditado como sendo o próprio era creditado como "?" !

Os seriados de super-heróis garantiram grande popularidade pela década de 1960, até decaírem devido a pouca diferenciação entre as séries. Os tokusatsu ganhariam novo fôlegoem 1966, com a exibição quase simultânea do live-action do mangá de Osamu Tezuka, Magma Taishi (a versão animada ficou conhecida como Vingadores do Espaço no Brasil) e do "primeiro" Ultraman.

Os Gigantes do Tokusatsu
(Além de Godzilla, claro!
)

Hoje em dia, muitos dos gêneros que surgiram nos primórdios do tokusatsu foram combinados a outras temáticas e usadas em outros gêneros. Outros permaneceram com seus aspectos básicos mantidos. A seguir, você verá a divisão de gêneros mais conhecida dos seriados de efeitos especiais, além de detalhes relativos a cada um deles. Estejam prontos!

Sentai e Super Sentai

Desde uma força-tarefa designada por uma organização a descendentes de uma linhagem de samurais.
Eles estiveram defendendo a Terra por todo este tempo, então não se preocupe tanto!


A palavra Sentai significa "esquadrão", embora seja comumente traduzida como "Força-tarefa" em títulos dos super esquadrões. O termo também era usado para descrever os esquadrões japoneses durante a Segunda Guerra Mundial.

Basicamente, a premissa básica das séries do gênero é a presença de um time de, geralmente, cinco pessoas (algumas poucas séries começaram com três, aumentando este número posteriormente) que ganham poderes especiais (tecnológicos ou místicos), vestem uniformes coloridos e, empossados de grande conhecimento de artes marciais e munidos com armamentos diversos, enfrentam entidades maléficas vindas de outros planetas ou dimensões. Tais entidades enviam tropas de soldados rasos e um monstro mais poderoso na execução de seus planos, na maioria dos casos interrompida pela ação do time, até a chegada do ultimato...

A franquia de super heróis pertencentes a TOEI e produzida juntamente com a Bandai começou em 1975, ainda sob a designação de Sentai, com Himitsu Sentai Goranger (Esquadrão Secreto Goranger). Os Super Sentai, como conhecemos hoje, começaram em 1975 com Battle Fever J, e continua até hoje na tradição de uma série por ano, sem parar até hoje. Atualmente, temos 32 séries de super sentai, e a vigente ainda em exibição, Samurai Sentai Shinkiranger.

A diferença entre "sentai" e "super sentai" apresentados acima é a presença do robô gigante da equipe, começando por um samurai deixado no campo de batalha em Battle Fever J e agora possuindo multiplos veículos e/ou feras mecânicas formando verdadeiras
legiões de robôs cada vez maiores e de mais veículos.

Tá aí a "pequena diferença" entre Sentai e Super Sentai... (E essa imagem é REALMENTE larga...)

Em 1994, Goranger e J.A.Q.K. dengekitai, as duas séries sem robôs gigantes (e por isso mesmo, consideradas "sentais") e anteriores a Battle Fever J, foram colocados na contagem oficial das séries de super sentai.

Kamen Rider

Para defenderem sua identidade, eles usavam... uma máscara...
E mandavam o mal pro ralo na base do...
RIDER KICK!!

A franquia dos motoqueiros mascarados (pra constar, kamen, do japonês, significa "mascarado", e rider, do inglês, "motoqueiro") iniciou sob o nome de Masked Hero Project, que ficou paralizado por cerca de cinco anos em busca de um design próprio para o herói da série. Foi em 1969, com a sugestão de Shotaro Ishinomori de usar o próprio personagem de mangá, Skull man, como o herói do projeto. Porém, Skull man possuía uma temática muito violenta para ser usada, sendo então rejeitado. Reza a lenda que o design do capacete de Skull man teria o visual semelhante ao da cabeça de um gafanhoto, daí que o design do primeiro Kamen Rider, exibido em 1971, havia sido escolhido nesta temática...

Também pertencente a TOEI, a franquia dos motoqueiros mascarados sofreu alguns hiatos entre algumas séries devido a queda na audiência. De modos que o gênero passou por renovações no decorrer do tempo. Pela época de exibição das séries, a seguinte divisão foi atribuída:

- Kamen Riders da era Showa: São os Kamen Riders que surgiram desde o primeiro Kamen Rider (Que teve um remake pros cinemas, Kamen Rider The First, e a sequencia, Kamen Rider The Next) até Kamen Rider BLACK RX.

Os Kamen Riders desta época possuíam uma linha de enredo semelhante. De começo, somos apresentados a uma organização maligna que pretende dominar o mundo com a criação de super soldados ciborgues e que escondiam suas identidades com máscaras. Dentro deste processo, surge um felizardo que, por algum acidente ou intervenção, consegue escapar do processo de lavagem cerebral. O fugitivo, agora convertido num ciborgue com força e agilidade incomuns, começa a combater a mesma organização que o transformou no que é. Algumas séries possuem poucas diferenças na origem do herói, como Amazon (poderes explicados por tecnologia e misticismo inca) e Super-1 (foi voluntário a uma operação ciborgue pra se tornar um astronauta capaz de operar no espaço sem usar uma roupa enorme), mas o resto é semelhante.

Os kamen riders desta época eram todos caracterizados pelo uniforme e armadura com estética de gafanhotos (majoritariamente) ou outros insetos. E, excetuando pelos dois últimos dessa época, todos usavam cachecóis. A característica mais marcante de todos era não só o dispositivo de transformação (o "henshin belt", não presente nem em Riderman, cujo dispositivo era o capacete, nem em Amazon, que era uma pulseira) como também o golpe de finalização, o Rider Kick.

A época Showa tem seu destaque com Kamen Rider BLACK (sim, Blackman...). O 10º guerreiro da franquia se situava num universo sem ligação com os riders anteriores e é tido como um dos melhores da época. A história mais sombria, o primeiro episódio (com a primeira e talvez única aparição da transição entre humano e Rider, o Homem Gafanhoto, ainda que momentaneamente, nos episódios de TV) e a introdução de um dos melhores (se não for O melhor) vilões de todos os tokusatsu, Shadow Moon, são memoráveis.

BLACK foi também o primeiro a ter uma sequência direta, Kamen Rider BLACK RX (inclusive, apenas estes dois passaram no Brasil), e a conectar os demais na revelação de que o vilão-mor da série tinha ligação com todos os vilões do passado. É a única explicação que justifica a aparição dos Riders anteriores em assistência a RX, já que eles sequer aparecem em BLACK. E acredite, na campanha de terror criada por Shadow Moon, eles seriam mais do que necessários...

- Filmes especiais: São Kamen Riders também considerados como da época Showa, mas que serviam solenemente para manter a franquia viva, já que a mesma havia "parado" após RX.
Os Kamen Riders Shin, ZO (pronuncia "Zêto ô") e J (pronuncia "jay"), todos especiais em filmes, enfocam os heróis com um design mais próximo do "homem gafanhoto", tanto em origem (são ciborgues híbridos de humano e gafanhoto) como em design da vestimenta.

Shin Kamen Rider foi uma tentativa de mostrar o gênero dos motoqueiros mascarados numa postura mais adulta (mais violenta também), sendo aquele mais focado na imagem do homem gafanhoto. Principalmente pelo fato de Shin mais parecer um monstro do que um Kamen Rider em si. Enquanto muitos argumentam de todas as faltas presentes, como a transformação (uma metamorfose que literalmente "arranca o couro" do rider) e a falta da moto, outros consideram louvável tais idéias, supostamente levando a visão original do personagem pelo próprio Ishinomori.

Kamen Rider ZO também é um herói recriado como um ciborgue híbrido entre homem e gafanhoto, feita numa experiência feita por um cientista ambicioso e que se vê preso por uma de suas próprias criações. Kamen Rider ZO se vê com o dever de proteger o filho do cientista, almejado justamente pela "criatura perfeita" que ele criara...

Kamen Rider J herda uma armadura semelhante a de ZO, mas a semelhança acaba aqui. Este novo rider surge pela ressureição de um reporter ambientalista pelos espíritos da Terra, que presencia o ritual de uma força alienígena que ameaçava destruir a Terra, usando os humanos como alimento para as criaturas que viriam. É o único Kamen Rider que possui a capacidade de crescer. J ainda encontraria ZO num pequeno especial de 8 minutos, onde ambos enfrentam um Shadow Moon agigantado e monstros ressucitados.

- Kamen Riders da era Heisei: São os Kamen Riders posteriores a J e que recomeçam a passar nas telas, começando por Kamen Rider Kuuga e chegando a Kamen Rider DeCaDe (pronuncia-se "dikeido" no original, mas é "decade" de "década" mesmo). Por também serem posteriores a Kamen Rider BLACK, pro vezes são ditos como "Kamen riders pós-Black".

Diferente dos Kamen Riders da era Showa, as novas séries ganharam roteiros distintos e completamente distanciados do estilo dos antigos motoqueiros ciborgues. Desta vez, os guerreiros são pessoas comuns que recebem os poderes de transformação através de um dispositivo tecnológico ou artefato, possuindo a função de proteger a terra contra diversas ameaças, desde um mal antigo a uma raça de alienígenas. Muitos destes Kamen Riders usam poderes baseados em certos instrumentos, majoritariamente cartas, para obterem armamento ou capacidades de combate adicionais.

Além do design melhorado das armaduras, os riders desta época possuem histórias mais trabalhadas, ligadas aos personagens em si e a uma trama mais complexa. E, desta vez, cada Rider está em seu universo paralelo. A prova máxima disso vem em DeCaDe, onde os mundos dos Riders anteriores da era Heisei (e, segundo diversos boatos e teorias, o mundo da era Showa) são todos "mundos paralelos se mesclando e indo a beira do colapso"...

Apesar de distintos dos veteranos, estes novos Riders herdaram características presentes dos Kamen Riders BLACK e BLACK RX, como formas alternativas e a presença de Riders que lutam por suas próprias razões (sejam elas boas, más ou "nem lá nem cá"). Isso e o fato do Kamen Rider principal ainda herdar o capacete com design de gafanhoto ou inseto semelhante - Principalmente agora, que os Kamen Riders aparecem baseados como diversos outros tipos de insetos e até mesmo não-insetos. E, embora não citem o nome (até Kamen Rider Kabuto), eles ainda possuem o lendário Rider Kick...

Metal Hero


Da esquerda pra direita, os detetives espaciais Sharivan, Shaider e Gyaban.
Os pioneiros de um dos gêneros mais aclamados no Brasil...


Dentro do esperado, "metal hero" significa "herói de metal". A outra franquia de séries de tokusatsu nas mãos da TOEI aborda é a aparição de heróis humanos, ciborgues ou robôs que possuem uma armadura metálica de alta tecnologia. Um tema recorrente dos metal heroes é o uso da tecnologia nas mãos corretas, que pode ocasionar num bem maior.

Muitas das séries caracterizadas pelos heróis blindados possuíam seqüências, chegando até mesmo a termos duas trilogias bastante conhecidas, a dos Detetives espaciais e a da Polícia de Resgate. Estas características levaram as séries a possuírem personagens com características policiais e/ou espaciais no decorrer das demais séries. Infelizmente, porém, o gênero se manteve sem nenhuma outra série pelo fim da década de 1990...

A seguir, segue a divisão mais comum das séries de Metal Hero, considerando as trilogias existentes:

- Uchuu Keiji: São os detetives espaciais, composta pelos Uchuu Keiji Gyaban (também conhecido como Gaban ou Gavan), Sharivan e Shaider. O sucesso do policial da Patrulha da União Galáctica (onde eu já vi termo semelhante antes...) designado para defender a terra de uma ameaça alienígena rendeu sucesso o bastante para duas seqüências, Sharivan e Shaider, fechando uma trilogia bastante conhecida.

E falando nos detetives espaciais, em 2007, estreiou nas Filipinas o seriado Zaido: Pulis Pangkalawakan, cuja intenção era de ser um remake de Shaider. Porém, a TOEI rejeitou a idéia, de modos que a série é um spin-off (derivação da idéia original, mas não totalmente relacionado) passado mais de 20 anos do original.

- Década de 80: É a época dos metal heroes Kyojuu Tokusou Jaspion, Jikuu Senshi Spielvan, Choujinki Metalder, Sekai Ninja Sen Jiraiya e Kidou Kenji Jiban.

Jaspion e Spielvan possuem estilos próximos aos dos detetives espaciais, pela origem (Jaspion veio do espaço, e Spielvan de outra dimensão) e os trajes tecnológicos. Ambas as séries trazem um robô gigante humanóide (os policiais do espaço dispunham de naves-robôs, mas o de Gyaban era um dragão mecânico, e os demais tinham forma vagamente humana), com Jaspion tendo mais enfoque nas lutas entre o mecha (Gigante Guerreiro Daileon) e as feras gigantescas.

Metalder foi a primeira série a quebrar a visão "espacial" dos metal heroes, trazendo a história de um andróide com sentimentos humanos criado no tempo da Segunda Guerra e ativado em tempos modernos, em luta contra o Império Neros. Apesar de possuir uma história mais elevada e sombria (o que agradou aos mais velhos), não causou muito sucesso entre as crianças.

Jiraiya também segue um outro rumo, relacionado ao misticismo das artes ninjas e o paradeiro de um tesouro espacial cobiçado por ninjas de todo o mundo. É difícil acreditar que Jiraiya seja um metal hero, mesmo vendo todas as características presentes, como um herói blindado, o fator espacial (O "tesouro" Pako em si e Oshinin Dellstar, um dos inimigos, são de origem alienígena), a típica espada a laser (a "espada opto-eletromagnética", aqui traduzida como "Espada Olímpica") e mesmo um "mecha" (Deus Jirai, na verdade uma estátua que guarda Pako).

A série seguinte, Jiban, foi planejado como uma sequência envolvendo ninjas hi-tech. Mas de "última hora" a temática sofreu mudanças e acabou com temática semelhante a Robocop, com um policial trazido de volta a vida como um ciborgue atuando na polícia em casos extremos.

- Rescue Heroes: Compreende Tokkei Winspector, Tokkyuu Shirei Solbrain e Tokusou Exceedraft.

As séries desta trilogia envolvem uma força-tarefa dispondo de tecnologias de ponta para solucionar casos e problemas de risco além da condição humana. As séries são sequência direta uma da outra, de modos que até as consequencias entre as séries influenciaram as seguintes. Por exemplo, o gasto pra manter a equipe Solbrain foi tal que o Governo cortou gastos, o que justifica a redução de aparato tecnológico em Exceedraft.

- Década de 90: São os Metal Heroes posteriores a Exceedraft e compreendem Tokusou Robo jamperson, Blue SWAT, Juukou B-Fighter e a sequencia B-Fighter Kabuto. Alguns admitem também a inclusão das séries B-Robo Kabutack e Tetsuwan Tantei Robotack.

Jamperson e Blue SWAT seguem o esquema de forças policiais, com Jamperson sendo um andróide designado para ajudar a polícia contra três grupos criminosos, atuando mais em solução de casos do que em confronto direto com monstros. Blue SWAT, por sua vez, mostra a luta dos três remanescentes de uma força tarefa contra uma infestação alienígena. Apesar do tema de aliens, é o metal hero mais realista.

B-Fighter, e a sequência B-Fighter Kabuto, mostra a luta entre guerreiros portando armaduras tecnológicas dotadas de dons mágicos vindos de uma criatura insectóide contra uma força alienígena (B-Fighter) e um mal oriundo das profundezas da Terra (B-Fighter Kabuto). A "ciência" da coisa provém do fato de que os heróis são cientistas de uma grande Escola, a Academia Terra.

E bem... Até o presente momento, há um "impasse" de até aonde o gênero dos Metal heroes teria se extendido... Alguns consideram que se encerrou com B-Fighter Kabuto, enquanto outros admitem que duas séries posteriores, dos robôs "kawaii" Kabutack e Robotack (Que, de tão direcionados às crianças pequenas que são, além da inexistência da característica armadura metálica, nem de longe lembram qualquer vestígio de metal hero), teriam sido os dois últimos metal heroes - Ou, pelo menos em Kabutack, personagens de B-Fighter e B-Fighter Kabuto aparecem no episódio especial de Natal...

De qualquer forma, desde então que não há séries do gênero...

Kyodai Hero
e Ultraman

A grande família dos Ultraman.
E eles merecem a folga, depois de anos-luz de viagem e de tanto defenderem seu traseiro...


Kyodai Hero significa "Herói Gigante", e é o gênero dos super-heróis de tamanho gigante (ou que podem alcançar tal altura pelo processo de transformação) que enfrentam monstros de igual tamanho. Existem diversas séries de heróis gigantes, mas a mais conhecida de todas são as séries da Franquia dos Ultraman, pertencente a Tsuburaya Productions. Aliás, a maioria das séries de Kyodai Hero pertencem a ela.

Assim como aconteceu com os Kamen Riders, as séries de Ultraman também receberam uma renovação:

- Ultramans da era Showa: Os ultras da era Showa são todos combatentes espaciais habitantes da Nebulosa M78 e que passam pela Terra em ocasiões cruciais, onde ajudam pessoas a beira da morte, dando a eles uma segunda chance e a capacidade de se transformarem nos próprios gigantes por um tempo limitado.

Um destaque especial em Ultraman é o fato de ter ter sido uma das primeiras séries a serem exibidas a cores no Japão, sendo a outra Magma Taishi (de novo, a versão live-action de Vingadores do Espaço, pros esquecidos), exibida na mesma época. Outro detalhe é o fato de Ultraman ser, na verdade, a segunda série da franquia dos ultras . A primeira foi Ultra-Q, contendo 28 episódios e semelhante a séries como "Arquivo X", focado na presença de monstros gigantes. O primeiro Ultraman seria exibido uma semana após o término de Ultra-Q.

E, após a última série, Ultraman 80 (em... 1980), ocorreu um hiato de 15 anos sem os guerreiros da Nebulosa M78...

- Ultramans da era Heisei: Em 1996, depois de tanto tempo sem a exibição dos Ultras, surge Ultraman Tiga. Situada num universo paralelo e distinto dos ultras antigos, o novo Ultra foi tido como uma raça de gigantes alienígenas e guerreiros de origem desconhecida (Não, estes não vieram da nebulosa pertencente aos gigantes de antes) e que vieram a Terra desde eras remotas para defendê-la de um grande mal.

Ultraman Tiga trazia aspectos das séries anteriores, além de aspectos próprios, como a capacidade de concentrar mais força ou mais velocidade durante os combates pela mudança da cor do uniforme. O sucesso da série rendeu um filme próprio, participação em outros dois filmes dos ultras e uma sequência (Ultraman Dyna).

Ambientado num universo distinto dos anteriores, Ultraman Gaia (não ria!) traz dois ultras numa mesma série, ambos com idéias antagônicas. Enquanto que o hospedeiro do Ultraman Gaia cria que o gigante era um guardião da Terra, o hospedeiro do Ultraman Agul (este completamente azul e totalmente diferente dos demais ultras, majoritariamente vermelhos) concebia o gigante azul como um sistema de defesa da Natureza, de modos que se preocupava em defender a Terra, não as pessoas.

Depois do fraco sucesso de Ultraman Nexius, cuja história era mais focada em arcos de histórias dos personagens do que nos combates do gigante, a série seguinte, Ultraman Max ressurge dentro do universo do primeiro Ultraman, trazendo um gigante vindo da Nebulosa M78, e até mesmo membros dos antigos Ultraman. As séries posteriores a Max também se situam neste universo..

Outra série de Kyodai Hero que merece menção honrosa é Denkou Choujin Gridman (Super-humano relâmpago Gridman). A série em si é inédita no Brasil, mas a adaptação americana, Super Human Samuray Syber-Squad, foi exibida na íntegra.

Gridman, o "Ultraman do mundo virtual", assistido por DynaDragon, uma homenagem direta a Godzilla.

A primeira produção em formato Digital da Tsuburaya e ultima (das poucas) produções "não-ultraman" da empresa, a história do programa policial Gridman (servo em Super Human Samurai) em combate contra o vírus de computador Kahn Digifer (Kilokan na adaptação). Na empreitada deste herói de estilo ultraman em essência (completo, incluindo o infame timer de cor dos Ultras), a assistência vêm em forma de programas de computador criados por Naoto Sho, o "hospedeiro" do herói, e companheiros, dando a Gridman armamentos adicionais e mechas do velho estilo dos super Sentai, que formam robôs (God Zenon, bastante parecido com Optimus Primal de transformers, e Dyna Dragon, uma homenagem a Godzilla) e armaduras para o mesmo (que lhe garante combate além do limite e o tornam "híbrido" de Ultraman e Mecha).

Kaiju


Mesmo com os famosos Mothra e Gamera, inquestionavelmente o Rei dos Monstros é o mais conhecido!
Rajada radioatova neles!


Literalmente, Kaiju significa "monstro misterioso", embora seja traduzido apenas como "monstro" em vários locais. Gêneros relacionados são Kaijin (Criaturas de aspecto humanóide) e Daikaiju (grande variedade de monstros, todos gigantescos).

Os filmes relacionados a tais criaturas estão geralmente nas mãos da Toho Productions, que detém a posse da franquia do Kaiju mais conhecido de todos os tempos, Godzilla.

O primeiro filme do lagarto, de 1954, mostra a aparição de uma espécie de dinossauro "criado" pela radiação durante testes de armamentos atômicos. A criatura, agora surgindo e devastando o Japão, era invencível contra os armamentos convencionais, obrigando a criação do "Destruidor de Oxigênio" (uma arma criada para destruir a vida marinha pela auto-explicativa função de "destruição" do oxigênio) para destruí-lo. O final do filme não apenas mostra o sucesso da arma, (sim, Godzilla morre. Só sobram os ossos. Fim de papo) como também a do cientista que criou a arma, decidido que o mundo não mais precisaria daquilo novamente...


As séries de filmes das eras Showa, Heisei e da era considerada como "Millenium" (devido ao filme "Godzilla 2000", que não é aquele filme americano mostrando uma iguana gigante...) são todos continuações diretas do filme acima e sem qualquer relação entre eles. É tanto que muitos monstros aparecem com "papéis trocados" nos filmes. Por exemplo, King Guidorah, o dragão de três cabeças e um dos monstros mais memoráveis que já desafiaram Godzilla era um monstro alienígena na era Showa, um monstro oriundo da fusão de três pequenas criaturinhas vindas do futuro decorrente da radiação na era Heisei, e um monstro guardião da Terra (e que foi acordada antes de ter as suas 9.997 cabeças restantes crescidas) na era Millenium.

Em todos os "primeiros filmes" de cada era, um monstro com grande semelhança a Godzilla reaparece em Tokyo, geralmente causando devastação ou em confronto direto entre outras cruaturas, alienígenas (o monstro-ciborgue Gigan), monstros pré-históricos (como o pterodonte Rodan e o anquilossauro Anguirus), forças da natureza (a borboleta gigante Mothra e a mariposa Bathra, que só apareceu uma única vez até hoje) ou mesmo vítimas de acidentes nucleares (Como o Titanosauro, uma forma "transitiva" entre o lagarto comum e o Godzilla). E, por vezes, o lagarto acaba ajudando a humanidade, ao derrubar monstros que a ameaçavam.

Entretanto, antes de se duvidar entre a "bondade" ou "maldade" de Godzilla, ou mesmo de qualquer um dos monstros que aparecem nos filmes do lagarto, devemos lembrar que ele nada mais é do que uma manifestação da Natureza em fúria, pela agressão feita a ela pela poluição e experimentos radioativos descontrolados.

Dorama

Densha Otoko, um dos doramas mais conhecidos no meio tokusatsu.

Doramas (que é como sai a pronuncia de "drama", do inglês, "seriado" ou "novela"), também conhecidos como Jdrama, é o gênero que engloba os seriados, ou novelas, exibidos pelas grandes emissoras japonesa, geralmente com frequência diária.

Apesar das diferenças de exibição (doramas são majoritariamente exibidas todos os dias, e os demais tokusatsus, uma vez por semana) e temáticas (Mais presas ao cotidiano da sociedade japonesa do que relacionada a poderes e combates especiais) dos doramas em relação as demais séries incorporadas ao gênero de tokusatsu, os gêneros são considerados como "gêneros próximos".

Talvez essa "proximidade" dos gêneros seja decorrente por causa do dorama Densha Otoko (O Homem do Trem), baseado no mangá de mesmo nome e que mostra a história de um "otaku" de 23 anos, tímido demais pra falar com as outras pessoas exceto via internet e que decide intervir ao ver um bêbado molestando mulheres no trem, acabando por finalmente namorar com uma delas. A série de 11 episódios é bastante conhecida nos meios dos fãs de toku devido a temática.

Poster do filme de Sukeban Deka - Codinome: Saki Asamiya, de 2006.

Embora haja doramas com enredos próprios, existem muitos baseados em animes ou mangás, a exemplo do próprio Densha Otoko. A série de três temporadas Sukeban Deka de 1985, por exemplo, é baseada no mangá shoujo homônimo e conta a história de uma delinquente (sukeban significa "garota delinquente") que é tomada pelo governo e atua como agente, impedindo ações criminosas ocorrentes em diversas escolas do Japão. Em cada temporada, uma delinquente (assumida por uma ídola japonesa) assumia o cargo, sempre possuindo o codinome Saki Asamiya e portando consigo um io-io de metal que também era o distintivo. Além de possuir dois filmes na época da série, um novo filme, exibido em 2006, nos traz outra delinquente sob o codinome de Saki Asamiya, designada para solucionar um caso de mortes constantes numa escola.

Other hero


Basicamente, other heroes é uma denominação genérica para enquadrar todos os demais tipos de heróis, super heróis e times com enredo e/ou design que não se enquadram completamente em nenhum dos gêneros acima. Não raro, algumas destas séries estão dentro de suas próprias sub-divisões, ainda que considerados como "other hero" genericamente.

Tomica Hero Rescue Force, um dos mais recentes representantes dos rescue heroes.

Dos sub-gêneros inclusos nesta seção, tem-se o Rescue Hero. A ação de forças-tarefa especiais, dotadas de equipamento de ponta e que vão a campo para combate ou assistência em situações e catástrofes fora do cotrole humano são a característica mais forte desta subdivisão, a qual inclui Tomica Hero Rescue Force. Diz-se que o gênero teria iniciado com Winspector e Solbrain, e neste caso as séries da trilogia "Rescue Police" seria englobada neste gênero também.

Fogo, Vento, Água e Terra: os representantes das quatro tribos de Chouseishin Gransazer.

Outro sub-gênero de destaque, de posse da Toho e feita em parceria com a Komani como a concorrência dos Super Sentai, é o dos chouseishin (algo como Super Deuses Estelares). As três séries sob este gênero foram Chouseishin Gransazer, Genseishin Justirisers e Chousei Kantai Sazer-X. Enquanto os dois primeiros atribuíam os poderes dos times a forças ancestrais, o último possuía design mais tecnológico - e mais cômico também. Procure pelo encerramento de Sazer-X e você vai entender...

Um sub-gênero que chega até a causar confusão é o de Henshin Hero. Basicamente, é dado a todos os heróis que são capazes de se transformar em formas mais combativas. Tal característica é fortemente vista em Super Sentai, Kamen Rider e Ultraman, e mesmo nas sub-divisões acima! mas existem séries fora destes gêneros assim classificadas.

Garo (à direita), um exemplo bastante aclamado de "henshin hero".

Uma delas é Garo (Também conhecida por "Garo - Kiba Oogami"). Esta série, de teor mais adulto e incluindo nudez e violência gráfica, conta a história do Cavaleiro Makai Kouga Saejima, designado a defender os homens de entidades demoníacas chamadas Horrors. Mas em seu caminho, ele encontra uma garota chamada Kaoru que, embora tenha sido salva do ataque de um destes demônios, foi manchada pelo sangue da criatura, e por isso ela deve ser morta, ou morrerá dolorosamente em 100 dias. O cavaleiro de Makai tem apenas este tempo para encontrar um meio de purificá-la...

Madan Senki Ryukendo: O último suspiro?

Outro henshin hero que merece a citação é Madan Senki Ryukendo (Algo como "crônicas mágicas Ryukendo"). O seriado que estará passando no Brasil na RedeTV acontece na pacífica Akebono City, onde existe uma fonte mágica que libera uma espécie de "energia negativa". Devido a isso, surge a tropa de demônios Jamanga, que pretende usar desta força para fins maléficos. Para tanto, a força secreta ("secreta" porque a população não acredita nessa conversa de demônios) SHOT foi criada para defender a cidade. Paralelo a isso, um jovem recém-chegado a cidade, envolvido no meio de um confronto com um demônio, acaba misteriosamente escolhido por uma espada mágica, dando a ele a capacidade de combater os demônios, agora como Ryukendo...

Adaptações

Power Rangers, o "enlatado americano" mais famoso...

Uma coisa para ser citada é a presença de adaptações das séries originais feitas por outros países, mais por critério de diferenciação e desencargo de consciência do que por qualquer outra razão...

E o pior é que a coisa não é tão nova quanto se imagina. O primeiro filme de Godzilla (sim, aquele mesmo láaaaaaaaaa do começo da matéria e que mandou o King Kong praquele canto...) foi completamente adaptado (incluindo mudanças no roteiro) para a inclusão de atores americanos no filme. Esta adaptação ficou conhecida como Godzilla, king of the Monsters! (Supostamente, é daí que vem o termo de "rei dos monstros" dado ao "Deus" zilla).

O maior fluxo de adaptações, porém, ocorreu na década de 1990. Nessa época, a Saban Entertainment comprou os direitos da série Kyoryu Sentai Zyuranger, que se tornaria a primeira temporada de Mighty Morphin Power Rangers. Começou assim a franquia dos Power Rangers, inicialmente pela Saban e atualmente nas mãos da Disney, desde a aquisição de Ninpuu Sentai Hurricanger, adaptado para Power Rangers Tempestade Ninja. A adaptação das séries de super sentai usam filmagens "civís" americanas em estúdios e em território americano (e, mais recentememente, em locações na Nova Zelândia) combinadas a filmagens de combates e dos mechas da série original. Não raro, ocorrem alguns "furos" na adaptação, principalmente na quantidade de membros amarelos que eram homens no original e foram substituídas por mulheres, já começando pelo primeiro...

Ainda nas mãos da Saban, as séries de Metal Hero Spielvan, Metalder, e posteriormente Shaider foram adaptadas para criar VR Troopers. Outras duas séries de Metal Hero, B-Fighter e B-Fighter Kabuto, também foram convertidas nas duas temporadas de Big Bad Beetleborgs, com participação especial de Jamperson em um episódio. Além deles, os Kamen Riders BLACK RX, ZO e J foram usados na conversão Masked Rider. Nenhuma das séries acima teve o mesmo sucesso de Power Rangers. E, pessoalmente, não tinha nem como...

Saindo da Saban, a DiC entertainment adaptou Gridman em 1994, surgindo Super Human Samurai Syber Squad. Apesar das mudanças, o enredo original permaneceu próximo do original. Porém, para bater de frente com as sabanizações (séries "feitas" pela Saban), foi preciso aumentar o número de episódios através do reuso de cenas de combate. Isso porque Gridman tinha originalmente 37 episódios, e a adaptação ficou com 50. Por isso o herói aparecia chutando bundas de monstros já mortos anteriormente, não bastando os "upgrades" de alguns deles que apareceram em Gridman...

Por fim, a adaptação mais recente e ainda em exibição é Masked Rider: Dragon Knight, baseada em Kamen Rider Ryuki (cujo tema do uniforme do rider principal é baesado num dragão, embora ainda herde os olhos insectóides e redondos dos riders anteriores). A responsável pela adaptação, Adness Entertainment, escolheu Ryuki pela quantidade de guerreiros na série: O original possui 13 riders, sendo uma mulher.

Para o desespero de muitos fãs, apenas Masked Rider e Kamen Rider Dragon Kinght não foram exibidos na TV aberta, e todos foram exibidos na TV paga. Isso por causa do impacto inicial e negativo de VR troopers (mal executado, juntamente com Beetleborgs e Masked Rider. Fora que VR troopers usou três tokusatsus que foram exibidos no Brasil). Como os direitos sobre as séries também foram comprados, muitos fãs atribuem a ausência dos tokusatsu originais no país às adaptações.

Tal fundamentação, entretanto, não é de todo verdade. É possível obter as próprias séries diretamente com a Toei, principalmente agora que não existe mais o contrato sobre os direitos firmados com a Saban. Além disso, demais tokusatsu (como o próprio Ryukendo) poderiam ser adquiridos diretamente sem problemas. A questão vem das próprias emissoras, que adquirem as adaptações, muitas vezes (pra não dizer "simplesmente") pelo preço mais acessível de aquisição e transporte. Foi dito que Ryukendo, mais uma vez o "exemplo da semana", foi adquirido da versão dublada americana, e não do original...

Só pra não dizer que isso é coisa de americano, existem adaptações japonesas de personagens americanos. Mas mais do que "destrinchar" uma série já feita, os japoneses refizeram tudo "do zero".

O homem-aranha japonês.

Se tem um exemplo mais conhecido disso, certamente que é o Homem-Aranha japonês (Isso mesmo, aquele lá na primeira imagem da matéria!). A serie de 1978 do atirador de teias pôde ser criada graças a um contrato entre a TOEI e a Marvel Comics, que permitia o uso dos heróis dos quadrinhos da maneira que quisessem por quatro anos. Inclusive, o próprio super sentai Battle Fever J teria se beneficiado do contrato, por ser parcialmente baseado nos quadrinos do Capitão América.

Diferente do estudante americano picado por uma aranha geneticamente modificada, a versão japonesa do herói é uma pessoa comum que usa um bracelete especial para lhe garantir as vestes e os poderes do aranha. E, dentro do sucesso dos combates de mechas gigantes, a "aranha japonesa" teve o próprio, Leopardon, que também era a nave do mesmo.

Ufa... Essa foi uma caminhada longa, não foi?
Eu devia ter avisado pra ter pego aquele caminhão vermelho, tipo há uns 20 anos...

Mata ne, minna-san!
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